quinta-feira, 26 de março de 2015

pão caseiro com chouriço de porco preto, sementes e alecrim




Quando à coisa maravilhosa que é amassar, levedar e cozer o nosso próprio pão em casa, se juntam os aromas de alecrim, um bom chouriço de porco preto e sementes de girassol e papoila tostadas, não sobram muitos adjectivos. É só muito bom.



quarta-feira, 25 de março de 2015

alho francês, frango e limão "no topo do bolo"




Quando há vontade de nos demorarmos um bocadinho mais a preparar um jantar diferente, vale a pena experimentar coisas assim, como limões que se comem com casca e tudo. Eu também fiz essa cara que estão a fazer neste momento mas, depois de provar, mudei de ideias. É original e muito saboroso! A receita é esta aqui.

domingo, 22 de março de 2015

um fim de tarde diferente



O workshop correu muito bem. Fomos 14 no total (com 2 bebés infiltrados!).

No meio de muito a-b-c do crochet, houve boa conversa, chá e até lanche com direito a bolos. Saímos de lá bem mais de 3 horas depois e o tempo pareceu passar a voar! Isso é sempre bom sinal, não é?




sábado, 21 de março de 2015

está quase! ♥






dar e receber



Poucas coisas me dão mais prazer do que planear coisas bonitas, pensar nos detalhes que podem fazer a diferença entre o que é banal e o que é único. Dar atenção ao que parece não importar. Mostrar que cada pessoa não é só mais um número. Vincar bem que cada momento é especial e irrepetível. O desafio é conseguir fazer muito a partir do pouco. O verdadeiro "menos é mais". O investimento na medida certa.

A igreja a que pertenço é uma comunidade pequenina. O local onde nos reunimos é modesto e há várias coisas simples (mesmo pormenores) que podem ser melhoradas e sabemos que irão ter um grande impacto prático. Como não temos muito dinheiro mas temos os nossos pequeninos talentos e também podemos dar o nosso tempo... surgiu esta ideia de partilharmos o que sabemos.


Este será o primeiro workshop e é já hoje. Está a ser um prazer tão grande prepará-lo! Além disso, todos os pretextos servem para estarmos juntos com pessoas de quem gostamos muito. Se houver outros (já há um de dança na calha!), prometo divulgar com antecedência para se poderem juntar a nós. Depois conto-vos como correu este!

quarta-feira, 18 de março de 2015

Bolachas de manteiga de amendoim



Partilhei aqui fotografias dos biscoitos que fiz no início do mês mas, para não variar, tinha usado quantidades inventadas "a olho" no momento e a confiar na intuição. Entretanto, várias pessoas me pediram e receita e, por isso, só para vocês, voltei a fazer e PESEI E MEDI TUDINHO! Cá está:


1 ovo
150g açúcar amarelo
200g manteiga de amendoim
200g de farinha com fermento
sementes de 1/2 vagem de baunilha
sal marinho fino q.b.

Misturar os ingredientes por esta ordem e amassar muito bem. Não há como contornar, tem de se amassar com as mãos. Fazer bolinhas que depois se esmagam com o carimbo sobre papel vegetal no tabuleiro de levar ao forno. Na dúvida ou caso a massa esfarele muito mesmo depois de amassada, acrescentem mais manteiga de amendoim à vontade (a consistência é diferente entre marcas e, mais ainda, se for feita em casa). No forno, aconteça o que acontecer, não deixem queimar - são mais saborosas pouco cozidas e queimadas não sabem nada bem (trust me!). Depende do forno mas eu uso uma temperatura média (ca. 180ºC) e deixo pouco tempo (10 minutos no máximo).


terça-feira, 17 de março de 2015

torta - a palavra de ordem é descomplicar!



Acreditem ou não, a massa de pão de Ló básica tem servido para quase tudo cá em casa. Até para tortas! Só tem de se usar um tabuleiro em vez da tradicional forma redonda furada e enrolar a massa enquanto ainda está quente. Usei doce de ovos no recheio e torrei amêndoas lascadas para espalhar por cima mas podem fazer o que quiserem e adaptar aos vossos gostos. Também deve ficar óptima com curd de limão! Ou natas e morangos... ou chocolate! Ou frutos vermelhos! Ou...



sábado, 14 de março de 2015

Março



O céu hoje esteve branco. O Sol quente. O vento brando. Março é maravilhoso. Os sábados também. Passei o dia quase todo em casa e nem imaginam o bem que me soube. Mudei plantas de vasos, plantei novas, limpei folhas velhas, deitei fora ramos mortos e semeei o que havia para semear. A varanda já está limpa e pronta a receber a mesa e os vasos (talvez no próximo fim-de-semana, porque esta semana prevê-se que ainda volte a chuva). Fiz muito crochet. Terminei uma manta que andava a fazer desde o verão passado (depois mostro) e adiantei esta que, suspostamente, um dia há-de chegar a ter as dimensões da nossa cama (daqui a uns 15 anos por este andar!). Li, vi filmes, ouvi música, comi bem e aproveitei o silêncio. Há poucas coisas que eu aprecie tanto como o silêncio. Que dia bom! E Março já vai a meio.



quarta-feira, 11 de março de 2015

tarte de morangos




Há muito tempo que queria estrear-me nas clássicas tartes doces de fruta com massa folhada. Já tinha experimentado fazer uma de cereja mas foi há tanto tempo e tão isolada que quase nem contou.

No fim-de-semana a seguir ao 14 de Fevereiro, a aproveitar a inspiração da onda de corações que invade sempre a internet por essa altura (como se eu precisasse de pretextos para usar e abusar de corações!), decidi aliar-lhes o vermelho de uns morangos muito doces e arriscar. Forrei a tarteira com papel vegetal e massa folhada. Recheei com massa de pão de Ló e morangos inteiros frescos e muito bem lavados. Usei uma forma de corte de biscoitos para recortar corações de massa folhada e até tive um ajudante (obrigada baby!) para pincelar com a gema batida.

No final não ficou tão bem como eu queria e esperava mas também não foi o fiasco total que podia ter sido. Costumam fazer tartes destas ou têm alguma receita infalível que já experimentaram?



segunda-feira, 9 de março de 2015

suspiros de suspirar por mais



Sabem como em determinadas fases da nossa vida há uma receita que fazemos frequentemente e depois, sem sabermos bem porquê, deixamos de a fazer e passa a ser outra a habitual?

Lembro-me de quando era criança e não havia nenhuma festa de aniversário ou lanche com visitas em que a minha mãe não fizesse um pavê coberto com creme de manteiga e amêndoas torradas. Foi assim durante anos até que, sem razão, nunca mais vi esse bolo e a minha mãe passou a fazer um bolo de côco semelhante ao quindão. Passou a ser essa a especialidade para todas a emergências. Depois veio a fase dos bolos mármore. Agora, há largos anos que a especialidade passou a ser bolo de maçã.

Como a minha mãe, dou por mim a ter também fases. Houve um tempo em que, onde quer que fosse ou independentemente do que combinasse, me pediam sempre para levar a "minha" pavlova de maracujá. E eu levava. Até ao dia em que deixei de a fazer com tanta frequência. Sem razão. 
Uma coisa boa com que fiquei desse tempo, foi a prática a fazer suspiros com a consistência perfeita. Desconstrói-se a pavlova, subtrai-se o que não interessa e ficamos com:

Suspiros:
4 claras
16 colheres de sopa de açúcar (4 por cada clara)
Meia vagem de baunilha
2 colheres de sopa de farinha Maizena
1 colher de chá de vinagre
1/2 limão (facultativo)

Peguem numa taça de vidro e esfreguem um limão cortado a meio pelo interior da taça para retirar possíveis gorduras e as claras em castelo montarem melhor. Coloquem 4 claras de ovo na taça e batam até começarem a formar montinhos, não precisam de estar em castelo muito firme. Continuem com a batedeira no máximo e vão acrescentando, uma de cada vez, até perfazerem 16 colheres de sopa de açúcar granulado branco (4 colheres por cada clara). Deve obter-se um creme espesso a que se adicionam 2 colheres de sopa de farinha Maizena (amido de milho), as sementes de meia vagem de baunilha e uma colher de chá de vinagre de vinho branco (eu usei vinagre de framboesa, tanto faz). Envolvam suavemente com uma espátula ou brevemente com a batedeira no mínimo para não perder o ar.

Liguem o forno a 180ºC para ir aquecendo. Num tabuleiro de forno, plano, coloquem uma folha de papel vegetal culinário (ou base de silicone própria para forno) onde irão fazer montinhos com a mistura de claras em castelo - podem usar um saco para fazer suspiros mais "desenhados", mas não é necessário. Levem o tabuleiro ao forno, baixando imediatamente a temperatura para os 140ºC. Deve ficar cerca de 20 a 30 minutos (dependendo das dimensões dos suspiros - mais pequenos, menos tempo - e eu tenho forno a gás, o que pode exigir alterações nos tempos caso o vosso seja eléctrico). Depois, basta espreitarem se cresceram um bocadinho, desligar o forno e deixá-los arrefecer lá dentro (eu gosto de deixar a porta  do forno ligeiramente aberta, cerca de 1cm, para o calor ir saindo gradualmente).


Espero que vos saiam tão bem como costumam sair os meus. Num frasco bem escolhido, são um presente giro e tudo!

domingo, 8 de março de 2015

a confissão que se impõe




Depois do último post, e antes que alguém com conhecimento de causa me venha atirar isto à cara, fica aqui o "mea culpa": nas férias do Natal eu ensinei miúdos a fazerem estas estrelas/flores a partir de tubos de cartão (daqueles que sobram dos rolos de papel higiénico).

Em minha defesa, acho que não é dos piores aproveitamentos de resíduos. Foi só um momento de fraqueza. :)

sexta-feira, 6 de março de 2015

perder tempo em considerações inúteis - é aqui o lugar!





Apareceram no meu local de trabalho estas "flores" feitas a partir de cápsulas nespresso. Não sei quem as fez. Fotografei-as porque são o pretexto perfeito para falarmos de um assunto que me perturba (que dramática!). ´Tem que ver com o facto de haver uma boa intenção por detrás da reutilização de resíduos em trabalhos artísticos mas eu nunca ter encontrado um único resultado final que não continuasse a ser... lixo. Talvez eu esteja a exagerar mas não anda longe da verdade. Há uma imensidão de trabalhos feitos com materiais em fim de vida reaproveitados e, quase sempre que os vejo só me ocorre: "Que horror!" ou então: "Até está giro mas não queria isto em minha casa nem que me pagassem."

Deve tornar-se mais grave para os pais. Eu explico a preocupação. Há uma mania quase generalizada entre professores de pré-escolar e 1º ciclo de se fazerem este tipo de trabalhos para oferecer aos pais. É uma mania justificada, claro, alia suposta educação ambiental e reaproveitamento a economia de recursos. Ora, claro que os pais se derretem com o que foi feito pelos seus rebentos, independentemente da qualidade ou brilhantismo - nem é isso que está em causa. Ainda por cima, feito a pensar neles! E depois acabam com as casas cheias de lixo verdadeiramente hediondo exposto. Cheio de amor, mas feio que dói. Haverá solução para este flagelo? Talvez não. E, se calhar, é só mesmo uma questão de gostos.

terça-feira, 3 de março de 2015

eu tenho 2 amores...





Ando a publicar aqui muito menos do que era habitual. É possível que nem tenham notado mas, para mim, tem sido uma ausência flagrante, porque mantinha as mesmas rotinas de escrita no blog há mais de 10 anos e, recentemente, sinto-me um bocadinho em falta. A verdade é que aquilo que mais prazer me dá partilhar são fotografias e o instagram é tão mais imediato que é difícil o blog competir. Vou dar o meu melhor, ok? Na dúvida, encontramo-nos também por .

segunda-feira, 2 de março de 2015

presentes feitos em casa



Sabem aquelas fitinhas que se usam para prender as chuchas à roupa do bebé para evitar que caiam ao chão? Pronto, isso mesmo! Fiz algumas e gostei mesmo do resultado. Não são um presente tão simples e útil? Deixo-vos a ideia.



sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

só mais um bocadinho...







... do lindo Jardim Botânico. Não podia guardar tantas imagens bonitas só para mim!

Para a semana prevê-se Sol a brilhar e temperaturas a subir. Eu sei que é cedo e isto são só umas tréguas passageiras mas, enfim, para quem anda desde Setembro a sonhar com o dia em que arruma novamente as botas e os casacos, qualquer migalha de Verão é bem-vinda. Estou oficialmente feliz com o que vier. Vamos para a rua! :)

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