segunda-feira, 24 de abril de 2017

Tróia num fim-de-semana grande




Amanhã, terça-feira, é feriado. Isso quer dizer que muito boa gente terá aproveitado para fazer uma ponte hoje e gozar um fim-de-semana prolongado de 4 dias - o que são praticamente umas férias! Não foi o meu caso (que já fui trabalhar - e bastante! - hoje) mas é bom fazê-lo já com a mira no facto de que a próxima segunda-feira também será feriado.

Tanto amanhã como na próxima semana, devo ficar por casa - tenho demasiadas coisas para fazer - mas, se estiverem mesmo a precisar de espairecer, deixo-vos a sugestão de umas das mini-férias recentes que fizémos: Tróia. Aquele sítio onde não se passa nada e que, por isso, é perfeito para descansar. Além de que fica "já ali" e é muito, muito bonito.

Vão ver que 3 dias lá vos hão-de saber a uma semana inteira de férias. :)















quarta-feira, 12 de abril de 2017

adenda ao post anterior


Eu não estou de férias. Só para ficar claro (e mais incrível!). :)

terça-feira, 11 de abril de 2017

dias bons, estes





Faltam só uns dias para a Páscoa. O tempo tem estado maravilhoso, com céu azul e um calor que só lembra férias (hoje, 29ºC em Lisboa!). Não esperava tanto de Abril. Tem sido perfeito. Tenho aproveitado muito bem o meu tempo e estou com aquela sensação rara de estar a conseguir adiantar muitas das coisas que passava a vida a adiar. Sabe tão bem!

Esta semana já fiz cortinados novos para todas as janelas da sala, furos na parede para alguns quadros que precisavam de espaço, remendos e arranjos em roupa que estava há demasiado tempo a pedir atenção, limpezas várias (até no lado de fora das janelas!), experimentei receitas novas, transplantei as minhas nespereiras que estavam mesmo a precisar de vasos maiores e hoje semeei as alfaces e cenouras que havemos de comer no Verão. Em maré produtiva, é aproveitar!


segunda-feira, 3 de abril de 2017

Há vida na varanda












Antes de começar a escrever aqui alguma coisa, hoje, dei-me mesmo ao trabalho de ir com uma fita métrica tirar as medidas à nossa mini-varanda. Tem 2,3m por 1,4m. Pouco mais de 3m2. Tudo para vos poder assegurar que é MESMO pequena e que, independentemente do pouco espaço que possam ter disponível, é possível terem uma pequena horta ou jardim em casa. Ainda por cima, a nossa fica num ventoso 9º andar e virada para o frio norte! Não há desculpas, portanto. :)

Posso garantir que poucas coisas sabem tão bem como vermos as nossas plantas todas a florirem e podermos ir apanhar ervas aromáticas ou flores comestíveis directamente da terra para a cozinha. Isto na cidade tem um valor incalculável! Claro que há quem tenha mesmo quintais e jardins (ou varandas/terraços com espaço decente) em plena cidade e seja mais fácil, mas não é preciso muito mais que vontade e um bocadinho de dedicação (nem é assim tanta! Mesmo só um bocadinho).

Bem sei que em "Abril, águas mil" e que "Março ventoso, abril chuvoso" mas vamos aproveitar um dia de cada vez - e esta semana prevê-se maravilhosa!

sábado, 25 de março de 2017

Não sou desperdício zero, mas gosto da contagem decrescente





Carregar frascos grandes de vidro não é das tarefas mais práticas e é, quanto a mim, um dos principais factores dissuasores para quem quer abraçar uma vida com menos plástico, menos desperdício e embalagens. Podemos ter a motivação certa mas é necessária uma força de vontade à prova de frustração (e braços tonificados) para se resistir à tentação da facilidade. E, convenhamos, em dias de muito trabalho, trânsito caótico, casas por arrumar, mil compromissos e sonos atrasados, é tão mais fácil ceder ao consumismo e fechar os olhos à quantidade de lixo descartável que trazemos para casa. O frio e a chuva vêm dificultar ainda mais a tarefa de resistirmos ao apelo do conforto. Mas é possível. Além disso, qualquer passo no sentido contribuirmos para um planeta com menos desperdício, vale sempre a pena. Nem que seja pelo sentimento de dever cumprido quando nos aninhamos ao final do dia!

O melhor? Reduzir, não só é bom para a nossa Terra, para o futuro, para os outros e para nós, mas é muito mais bonito. Para me incentivar a ser mais firme em alguns destes pequenos passos, peguei em retalhos que andavam cá por casa (restos de toalhas de mesa!) e fiz um saco de fundo largo (capaz de albergar confortavelmente os frascos maiores) com alças compridas e confortáveis para os ombros. Não é um saco que muda as circunstâncias, claro, mas, pelo menos, alegra-me os olhos e facilita-me um bocadinho os dias! 



o livro do HYGGE


Vendo. 10 euros.


Já li. Não faço questão de ficar com ele. "Passa a outro e não ao mesmo."

segunda-feira, 20 de março de 2017

balancete de contas




Este é o mês do meu aniversário e, lá está, queira ou não, acaba por ser sempre um tempo de balanço. Ponho-me a olhar para o que já passou, para o que aqui está agora e para o que ainda poderá vir. Mais do que isso, penso no que gostaria que o futuro trouxesse. Na verdade, é-me sempre mais fácil listar o que não quero na minha vida e aquilo de que não gosto, do que eleger exactamente o que quero. Não sei. É provável que já tenha menos anos por viver do que aqueles que já vivi e continuo sem saber o que quero fazer quando for grande. Não tenho grandes projectos e, pior que isso, não sei mesmo o que quero - por isso não é fácil delinear possíveis planos para o alcançar.

O que sei: que nada sei. :) Cada vez tenho mais consciência do quanto ainda não sei mas também me apercebo que há muitas coisas que não tenho mesmo nenhum interesse em saber.

Isto de andar um bocadinho à deriva é capaz de ser, em grande medida, uma questão geracional. Aquela clássica conversa: não temos "os empregos para toda a vida" das gerações anteriores, tirámos cursos que não sabemos bem como aplicar na vida real e vivemos um dia de cada vez à espera que a vida aconteça no futuro. Talvez isto seja só o SPM a falar. Até acho que vivo muito bem cada dia e, não fosse precisar tanto de 8 a 9h de sono diárias para funcionar, se calhar até tinha tempo para tudo o que gostaria.

Objectivos: Deus primeiro. Família antes dos amigos e ambos sempre antes do trabalho. Viver de-va-gar. Apreciar. Agradecer.

E a Primavera chegou esta manhã! Com mais ou menos brilho do Sol a espreitar por entre as núvens e apesar do frio e vento que regressaram, os dias vão crescendo e augurando a chegada de dias "mais longos" e das noites que apetecem. Vou esfregando as mãos em antecipação.

Bolo de requeijão com maple sirup

domingo, 19 de março de 2017

feijão-arroz




Não, não estou a falar de arroz com feijão, é mesmo uma leguminosa chamada feijão-arroz. Acho que poucos conhecem ou sabem da sua existência. Descobri-o há uns meses mas é dificílimo encontrar-se qualquer informação sobre ele - o que não deixa de ser estranho nesta era da informação, em que normalmente o difícil é triar entre tantos conteúdos disponíveis. Não, o feijão-arroz é maravilhoso e não se rendeu ao mundo virtual. Só o encontrei referido aqui.

Foi uma senhora beirã que me falou desta iguaria da sua aldeia natal na Beira Baixa e, como lhe disse que nunca antes tinha ouvido falar, muito simpaticamente trouxe-me um saquinho para podermos provar cá em casa. Adorei! É um grão branco e mais pequenino que o do feijão-frade (daí se entende o nome que resolveram chamar-lhe) mas o sabor é muito mais agradável.

Demolhei-o, cozi-o e acompanhei-o com um pesto tosco de cajus, manjericão, alho, malagueta, vinagre e azeite. Que delícia!

Se já conhecem o feijão-arroz e sabem onde o posso encontrar sem ter de me fazer à estrada "pelos caminhos de Portugal" à procura, agradeço. Caso nunca tenham provado, recomendo!

quarta-feira, 15 de março de 2017

Modernidade, pós-modernidade e "isto" que se lhes seguiu



Foi em Setembro que ficámos órfãos de gatos.
Na altura, foi tão duro que nem sequer me apetecia falar muito sobre o assunto. Não é que apeteça agora mas... passou meio ano e a informação já assentou, já parece real. Para quem nunca teve animais em casa, deve ser mesmo difícil compreender isto.

O mais estranho é que ainda não me habituei à ideia de que somos pessoas sem animais.

Casámos em 2003 e, desde então, sempre tivemos gatos. Primeiro eram dois, depois chegaram a ser cinco e seis por curtos períodos de tempo, foram três durante vários anos, depois só duas e, mais recentemente, apenas uma gatinha. Claro que sempre soubemos que eles têm uma esperança média de vida muito inferior à nossa mas, mesmo assim, não estava preparada. Mais de seis meses depois, ainda é frequente acontecer parecer-nos vê-la enroscadinha a dormitar em algum canto - para depois percebermos que é só uma camisola ou umas botas... na penumbra, tudo nos lembra aquela pequena. Tenho saudades, mas nunca mais quero passar por uma despedida daquelas. A vida continua. Mas diferente. Tão diferente! Numas coisas bem pior, noutras muito mais fácil.

(Agora façam como eu e divirtam-se a imaginar o ar de alguém que tivesse vivido há alguns séculos a ler este texto. Pronto, há muita gente contemporânea que reagirá da mesma maneira. Eu compreendo.)

domingo, 12 de março de 2017

ainda da festa do último fim-de-semana



Mesas muito informais, ao ar livre, em dia de chuva. A noiva escolheu a simplicidade absoluta: margaridas e gipsofila (Gypsophila). Juntei-lhes vidros transparentes (frascos, jarras, garrafas...), fibras naturais (juta) e algumas conchas e búzios (via-se o mar ao fundo) em combinações assimétricas e aleatórias. Para quê complicar? Simples, simples, simples. 





terça-feira, 7 de março de 2017

making of de uma festa ao ar livre - placas de sinalização





Como vos tinha dito, estive nos últimos dias a ajudar a organizar e decorar o casamento de amigos. A parte mais fácil e divertida da planificação da festa: pintar, pregar e espalhar as placas de sinalização pelo espaço. A maior dificuldade foi saber exactamente em que direcção apontar porque tínhamos planeado toda a festa na esperança de que não chovesse e, até ao último momento, não sabíamos com o que contar. Choveu. Bastante. Toda a manhã e até momentos antes da cerimónia começar. Foi necessário mudar a localização de quase tudo mas correu bem e acabou por ser uma correria emocionante. Tudo está bem quando acaba bem. :)



sexta-feira, 3 de março de 2017

wedding planner wannabe



Domingo casam amigos e eu estou em modo wedding planner (mas sem férias pelo meio). Isso tem implicado que, nos últimos tempos, todos os bocadinhos tenham vindo a ser muito bem aproveitados para planear, medir, fazer contas, procurar e comprar materiais, lavar frascos, cortar madeira, colecionar conchas, pensar em conjugações de flores...

No percurso, tenho feito descobertas mesmo giras e encontrado (ainda mais) ideias que quero muito tentar colocar em prática assim que tenha oportunidade. Não era tão bom podermos dedicar-nos a tempo inteiro a dar asas à criatividade? De vez em quando, pelo menos. Podia ser uma semana por mês! É que nem tudo são rosas. Descobri a mais dura de todas as tarefas do Universo: tirar rótulos de garrafas.

Amanhã vai, finalmente, conjugar-se tudo e tomar forma. Domingo é dia de festa! :)

Vou tentar orientar-me para, com a correria, não me esquecer de fotografar. Estou ansiosa!

Bom fim de semana!




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