segunda-feira, 23 de maio de 2016

refeições na varanda? nem com binóculos



A esquizofrenia climatérica das últimas semanas afecta-me os humores mais do que gostaria. É muito difícil nunca se saber com o que se conta e os finais de dia - que costumam ser o meu escape preferido nesta altura do ano - não têm dado conta do recado. Tenho saudades das refeições lá fora.


Hoje a temperatura nem está terrível e resolvi vir trabalhar de bicicleta. Péssima ideia. Foi quase uma hora a pedalar contra o vento. Estou a desesperar por férias. Não está fácil ver o copo meio cheio. Parece que amanhã chove outra vez. É sorrir e acenar. Sorrir e acenar.


Alentejo em Maio



No Alentejo, Maio é claramente Primavera. Há flores por todo o lado, os dias são quentes, as noites geladas.


Ainda está tudo verde. (E azul.)



Há muitos mosquitos esfomeados e todo o tipo de bichinhos prontos a subirem-nos pelas pernas. Mas tudo sabe melhor.


Até a gritaria dos miúdos por entre o canto dos pássaros... ou o café instantâneo misturado com tempo.


Fazer caminhadas longas só com lanternas e a luz do luar.


Acordar às 6 da manhã porque já é dia e ir espreitar os vapores a saírem do lago (porque, a essa hora, a temperatura da água é bastante superior à do ar).


Constatar que os burros bebés são, muito provavelmente, o animal mais giro que existe.



Regressar.

Fui em trabalho. Pelas imagens e descrição pode parecer lazer, mas asseguro que não foi. Só que as memórias que escolhemos guardar são uma opção nossa e eu prefiro (sempre que consigo) ficar com a parte boa e seguir caminho. :)

quinta-feira, 12 de maio de 2016

carrinho de arrumação - DIY



Ainda na linha do Do It Yourself, mas passando das tartes de caramelo para mobiliário alternativo.

Os rodízios são uma solução prática em várias situações. Encontram-se em muitos sítios e, normalmente, estão disponíveis em diferentes tamanhos, com capacidade para suportarem pesos distintos, uns vendidos em packs, outros individualmente, mas sempre versáteis e, quanto a mim, a valerem o investimento (que é mínimo).

Há uns anos fiz o "divã" de leitura que temos na sala, só com 8 rodízios dos maiores e 2 paletes normais de madeira. Desde essa altura, fiquei com vontade de encontrar caixas de fruta em bom estado (entenda-se: limpas) que pudesse pintar e usar como móvel de apoio. Finalmente consegui. Duas caixas, tinta branca (ou outra(s), ou nenhuma... é uma questão de gosto) e 4 rodízios pequenos com os respectivos parafusos. As caixas estão apenas apoiadas uma sobre a outra mas o peso faz com que fiquem estáveis e se possa mesmo empurrar a "estação" sem que nada caia. Tem-me dado tanto jeito! Já vos mostro como entretanto está a abarrotar. Para já, duas fotografias meio manhosas tiradas com o telemóvel mas que servem para ilustrar que é tão simples de fazer como descrevi. Mãos à obra?



segunda-feira, 9 de maio de 2016

fazer em vez de comprar




Foi há mais de dois meses que a minha homónima Raquel partilhou no instagram uma fotografia do que parecia uma tarte de caramelo (da pastelaria Pau de Canela) e eu fiquei obcecada. Apetecia-me provar uma no mesmo instante mas nem sequer eram horas para ir até Alvalade experimentar. Foi assim que tive de me conformar com a ideia de tentar reproduzir em casa qualquer coisa parecida. A tentativa resultou no que se vê acima. Não tinha obviamente o mesmo ar delicioso profissional da original, mas satisfez-me a vontade e soube mesmo bem! Cada vez tiro mais prazer do que é feito em casa, com ingredientes que conheço.

domingo, 8 de maio de 2016

dia das mães



Obrigada mamã. Por tudo.

terça-feira, 3 de maio de 2016

Bolo de crepes


Victoria mag

Tenho de provar este bolo, o que quer dizer que vou ter de o fazer. Preciso.


deusmelivro

Sexta-feira, no São Luiz, foi bonito. Supostamente não podem usar-se telemóveis durante os espectáculos lá e eu fui uma boa menina e não infringi as regras. Houve muito quem o fizesse por mim e espeto-vos aqui abaixo uma fotografia que deixa perceber um bocadinho do especial que foi (sem créditos porque, em teoria, esta fotografia nem sequer deveria existir).


Quinta-feira há mais, na Casa da Música.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

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Aquilo que tentei colocar em palavras há uns dias foi, em larga medida, o mesmo que a Sílvia Silva fez tão bem aqui. Sinto uma espécie de saturação que não consigo definir nem explicar. Saturação não como aborrecimento, nem necessariamente negativa, mas quase no sentido químico - sinto-me cheia, a abarrotar, no limite, como se não conseguisse absorver mais nada. Isto é novo.

Não sei se o silêncio é a resposta que procuro. Ainda não sei.

domingo, 1 de maio de 2016

o trabalho que escolhemos



É Dia do Trabalho ou do Trabalhador e eu partilho convosco que a minha obsessão por forrar livros e cadernos continua activa e é a prova de que trabalhar pode ser um prazer. Não há trabalho melhor do que aquele pelo qual nem sequer somos pagos e que fazemos só porque queremos! É isso, continuo a forrar muitos cadernos. O processo ainda tem margem para aperfeiçoamento e não há melhor forma de o conseguir do que ir praticando. Hei-de ficar profissional da coisa. 

Bom dia, gente trabalhadora!



sexta-feira, 29 de abril de 2016

É hoje!


fotografia  da Rita Carmo

Hoje saiu disco novo. Logo à noite, no Teatro São Luiz, há concerto de lançamento. Ele não fica nervoso com estas coisas. Eu fico.


quarta-feira, 27 de abril de 2016

sinais de vida



Tenho tentado dar sinal de vida por estes lados mas acabo por ficar parada a olhar para a janela em branco durante alguns minutos, dedos a pairar imóveis sobre as teclas e, entretanto, lembro-me sempre de alguma coisa melhor para fazer. 

Escrever só por escrever não tem grande interesse (e é o que estou a fazer agora, afinal!) mas os dias até têm sido bem ocupados e não falta o que partilhar, só me tem faltado vontade. Sabem do que falo?

Finalmente, resolvi-me a fazer o upload desta fotografia manhosa, torta e tirada com o telemóvel para tentar acabar com o bloqueio da "folha em branco" e vir dizer um "olá" ao mundo. Portanto: Olá!

O mês está quase no fim e a meteorologia a por-se em consonância com a altura do ano. Acabou-se (parece-me!) o  clássico "Abril, águas mil" e chegou a primavera como deve ser. A minha mini-super-horta da varanda está produtiva como nunca antes, os dias a pedirem que volte à bicicleta como meio de transporte e a parecerem novamente mais longos. Os passeios voltam a apetecer e até cozinhar sabe melhor com o Sol a espreitar (vou escrevendo esta lista enquanto tento interiorizá-la e convencer-me dela! Pode ser que resulte.).

Vamos a isto!


sexta-feira, 15 de abril de 2016

sossegar o desassossego


"Sábio é quem monotoniza a existência, pois então cada pequeno incidente tem um privilégio de maravilha. O caçador de leões não tem aventura para além do terceiro leão. Para o meu cozinheiro monótono uma cena de bofetadas na rua tem sempre qualquer coisa de apocalipse modesto. Quem nunca saiu de Lisboa viaja ao infinito no carro até Benfica, e, se um dia vai a Sintra, sente que viajou até Marte. O viajante que percorreu toda a terra não encontra mais de cinco mil milhas em diante novidade, porque encontra só coisas novas; outra vez a novidade, a velhice do eterno novo, mas o conceito abstracto de novidade ficou no mar com a segunda delas."
Livro do Desassossego
Reflexões sobre a Arte
Bernardo Soares

terça-feira, 5 de abril de 2016

na horta


com a mão na massa

Não sei o que se passa comigo por estes dias mas anda a ser difícil resistir ao apelo da terra. Nunca antes tinha sentido tanto a falta de ter um jardim ou quintal em casa. Na verdade, gosto muito de viver em apartamentos porque são mais quentes que as casas térreas, menos húmidos, com menos aranhas e formigas a entrarem por todo o lado e são mais seguros - entre várias outras vantagens que só descobri quando saí de casa dos pais aos 18 anos, mas de que nunca mais prescindi.

Só que este ano já enchi a varanda com vasos, tal como a sala e a cozinha, mas continua a saber-me a pouco. Do que gosto mesmo é dos espaços abertos, do campo e do contacto com a terra a sério e não a fingir. E não me importo com o trabalho duro, a sério que não. Dizem que quem trabalha por gosto não se cansa mas eu sei que isso não é verdade. Só que há cansaço e... cansaço. Gostava de passar os dias assim.

Tenho de repensar o que quero fazer quando for grande.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Boa semana!




De regresso ao trabalho. As segundas-feiras são sempre um bocadinho traumáticas portanto nem sei bem o que dizer das que se seguem a uma semana de férias. Prefiro programar o cérebro para pensar nisso o mínimo possível e focar-me no tanto que há para fazer. O dia há-de passar num instante e, não fosse esta chuva, a mudança de hora já trouxe os anoiteceres cada vez mais tardios que começam a auspiciar o Verão.

Entretanto, um bom pequeno-almoço faz maravilhas pelo meu dia.

Há poucas coisas pelas quais valha tanto a pena acordar mais cedo!


sexta-feira, 1 de abril de 2016

ovos pintados



Já que ando no tópico "ovos", deixem-me mostrar-vos alguns dos que pintei este ano e pode ser que vos entusiasmem a experimentar. É uma atividade muito divertida e relativamente rápida. Não tem propriamente um objetivo funcional mas, who cares?

Usei tintas acrílicas para pintar e paus de espetada para segurar os ovos durante o processo. Na minha opinião, ficaram muito giros. Acho mesmo que até gosto mais deles pintados do que tingidos mas pode ser só pelo efeito da novidade (quase de certeza que é isso, porque os outros têm um ar menos artificial que costumo preferir). E é isto!

Alguma vez pintaram ovos? 


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