quarta-feira, 22 de Outubro de 2014

dias em que acredito nos contos de fadas




Esta é a sobrinha em quem vejo mais de mim própria quando era pequenina. Identificarmos em nós características herdadas de outros nem sempre é uma experiência agradável (detesto quando sou teimosa como o meu pai, distraída como a minha mãe ou desconfiada como a minha avó paterna), ao passo que conseguir ver ou sentir traços nossos nas crianças é tão bom! Não é?

Estas fotografias têm quase 3 meses, foram tiradas numa zona de pinhal com vista para a praia, no casamento de primos de quem gostamos muito. Era o meu primeiro dias de férias. É por isso que estava com este ar cansado e de quem ainda não tinha apanhado Sol ... mas é também muito por isso que estava tão feliz!

O primeiro dia de férias é um dos meus preferidos do ano! Aquela sensação de antecipação chega a ser quase melhor do que as férias em si, não acham? Eu escrevi "quase".

segunda-feira, 20 de Outubro de 2014

uma possível definição de felicidade





Ao fim da tarde, num Domingo, esticar-me na sala a ler e adormecer com a cabeça enterrada no livro.


domingo, 19 de Outubro de 2014

mais sacos plastificados para o automóvel




Fiz mais sacos plastificados porque, aparentemente, sou a única pessoa que nunca se debateu com o problema do lixo a acumular-se no automóvel?! Estes são em tecido por fora e plastificados por dentro, com cores leves e vivas - a acolherem como deve ser este Verão de São Martinho que, por mim, é tããão bem vindo!

sábado, 18 de Outubro de 2014

12 meses no calendário



Chegados ao décimo mês do ano, 5/6 de 2014 já passaram por nós!


Janeiro é o famoso mês das resoluções, dos recomeços. É também, frequentemente, o mês em que essas mesmas resoluções caem por terra. Mês do regresso à realidade a que se segue o Fevereiro cheio de depressões e em que toda a gente já desespera pela Primavera que ainda demora a chegar. Passa um par de meses e as "limpezas de Primavera" são um clássico. É incrível a quantidade de artigos com sugestões, dicas e listas que se encontram online a propósito disso.

Depois vem aquela altura do ano em que toda a gente parece obcecada com o corpo e vem a avalanche das dietas milagrosas e dos exercícios infalíveis. Mil e uma propostas por todo o lado.

Passa o Verão. Ai que saudades do Verão!

Chega Setembro e muita gente que se rege pelo calendário escolar fala novamente em "início do ano". Apesar de trabalhar num colégio, não consigo ver Setembro como um início, para mim é o final do Verão e por isso é mais um mês. Começam os bombardeios com coisas natalício-comerciais misturadas com o execrável halloween e só tenho vontade de hibernar. Cá em casa não há lugar para o halloween nem para o natal comercial.

Novembro é o mês de fazer merendeiras para oferecer no Dia do Pão por Deus e tempo de gratidão e ThanksgivingEm Outubro, apesar do mês já ir a meio, estou a pensar instituir as "revoluções de Outono". Uma espécie de "Limpezas de Primavera" mas mais profundas. Sinto que tudo cá em casa pede renovação. Estou um bocadinho cansada de ver as coisas erradas nos sítios errados. Preciso de uma revolução. E como a palavra tão bem expressa, não é nada superficial, revolucionar é mudar mesmo: substituir móveis, pintar tectos, alterar candeeiros, deitar fora tapetes, acrescentar almofadas, trocar os sítios. Mudar! E daqui a um mês e meio, aí sim, podemos começar a falar de Natal, mas do Natal com maiúsculas e que não tem nada a ver com velhos gordos de barbas, doces, família ou presentes. É claro que guardo muito boas memórias dos últimos Invernos, dos jantares passados em família, das coisas bonitas que apetece oferecer a quem se gosta, da criatividade que chega quando as noites se alongam e a chuva e o frio convidam a serões em casa com as pessoas mais aconchegadinhas umas às outras... tudo isso é bom, mas o Natal não é isso. O que celebramos todos os anos com renovado entusiasmo é a verdadeira história do Natal: o facto de Deus ter habitado entre nós e se ter dado em Jesus para realizar a maior (e mais dura) história de reconciliação que alguma vez existiu. Só assim é que pode (e deve) ser Natal o ano inteiro!

um babete masculino q.b.




Gosto de misturas inesperadas de tecidos. Gosto de riscas e das cores pouco óbvias. Não passo sem os tecidos lisos em tons neutros para equilibrar. Misturas improváveis, sim! - mas sem a poluição visual do excesso de padrões. Aqui, brinquei com fogo mas acho que parei mesmo no limite!

Menos continua a ser mais - quase sempre e em quase tudo.




terça-feira, 14 de Outubro de 2014

bacalhau com broa



Outono, Outubro... pratos de forno!

O meu Bacalhau com broa (4 pessoas)

1 couve lombarda
4 postas de bacalhau
1 lata gd de grão cozido
1 broa de milho
Alho em pó
Bastante azeite v.e.
sal q.b.

Cozi a couve (cortada) em pouca água, temperada com sal. Quando estava quase cozida, encaixei em cima o tacho de cozer a vapor e deixei as postas de bacalhau (bem demolhadas) alguns minutos para irem cozinhando.
Numa travessa de ir ao forno reguei o fundo com azeite e cobri-o com grão de bico cozido. Por cima levou a couve cozida muito bem escorrida. Temperei com alho em pó. As postas de bacalhau já quase cozidas entraram por cima da couve, com a pele virada para baixo. Cobri as postas com broa de milho esfarelada, polvilhei novamente com alho em pó e reguei abundantemente com azeite. Vai ao forno até a broa tostar e ficar com esta cor dourada.

Sabores muito tradicionais para aconchegarem a alma nos dias agrestes.


domingo, 12 de Outubro de 2014

alguém nos livre dos pais natal de chocolate em papel prata!




Não há paciência para esta coisa-horrível-do-pretenso-natal-do-consumo que nos começam a tentar impingir logo a meados de Setembro. Hipermercados com luzes e pais natal de chocolate em papel prata? Vade retro...




sábado, 11 de Outubro de 2014

chapéus há muitos




Diz a minha tia Teresa que há pessoas a quem todos os chapéus assentam bem. Diz também que há quem fique bem de óculos, ponto. Todos e quaisquer óculos! Não faço parte deste segundo grupo. É muito difícil encontrar óculos (escuros, principalmente) com que goste de me ver. Acabo por escolher quase sempre modelos grandões porque são os que ficam menos mal num rosto redondo.

Os chapéus são outra história. Gosto de quase todos os tipos de chapéus e que sei andaria muito mais vezes de chapéu na rua se não gostasse tanto de passar despercebida nas multidões. Um bom chapéu capta demasiadas atenções (o da fotografia é um mau!). Eu gosto do anonimato que uma cidade nos permite, de podermos estar sozinhos enquanto estamos acompanhados. E hoje lembrei-me disto tudo enquanto atravessava Lisboa a pé. Alegremente só no meio de uma multidão.

sexta-feira, 10 de Outubro de 2014

arroz de pato sem pato em tolha de chita de Alcobaça



Ir a Alcobaça e não trazer chitas pareceu-me um absurdo. Sábado, ao fim da tarde, resolvi dar uma volta a pé sozinha na zona histórica para provar doces conventuais e procurar uma retrosaria. Ambas as decisões se provaram muito acertadas!

Encontrei lenços tradicionais lindos e chitas de Alcobaça com uma variedade que nem sequer esperava. Acabei por ter de me refrear e escolher apenas dois padrões com cores bastante diferentes. Comprei alguns metros de cada um mas ainda não tenho planos muito concretos para eles. O que já é certo é que uma boa parte serão toalhas de mesa. Estes padrões antigos lembram-me tanto a minha avó paterna, a avó portuguesa, a pessoa que toda a vida conheci vestida de preto e que, ao mesmo tempo, era quem mais gostava de cores garridas e padrões floridos. Ver a mesa assim trouxe-me tão boas memórias!




Fiz o que parece (e sabia a) arroz de pato mas usei, alternativamente, frango. Um peito de frango grandinho, cozido e desfiado. Para além de ser muito mais fácil de encontrar e mais acessível, é também muito menos gordo. Cozi o peito de frango em caldo de galinha com vinho branco e sumo de limão e depois usei esse caldo para cozinhar o arroz no forno. Ficou óptimo. Muito melhor do que esperava!

quarta-feira, 8 de Outubro de 2014

Almofada roda de bicicleta :)



Uma almofada do tamanho do tampo de um banco redondo, bem pequenina e com ar de menina. Feita especialmente para a sobrinha Marta que completou 5 anos no final de Setembro.

Já antes tinha feito almofadas semelhantes, mas muito maiores que esta - uma é tão grande que até a usamos como pouf cá em casa.

Podem encontrar o tutorial e moldes no Cluck Cluck Sew. Não é propriamente fácil mas o resultado final é sempre giro. Divirtam-se!


segunda-feira, 6 de Outubro de 2014

Alcobaça ou o Outono no Oeste





Passámos o fim de semana fora, numa das minhas zonas preferidas do país. Portugal tem um clima tão bom para caminhadas! A luz do Outono é muito bonita e a maior parte das zonas históricas das nossas cidades são ideais para se andar a pé, cheias de recantos, escadinhas e caminhos por descobrir. Existem muitas pequenas cidades incríveis à nossa espera... e tão perto!














sexta-feira, 3 de Outubro de 2014

sobrinhos


Os sobrinhos, por ordem decrescente de idades: Pedro, Marta, Júlia, Zé e Tiago

Tendo em conta que eu só tenho um irmão e o meu marido só tem uma irmã, as contas da natalidade não vão nada mal na família. Temos 5 sobrinhos.

Por razões geográficas (mas também pelo difícil que é juntar 5 crianças e mantê-las minimamente sossegadas alguns segundos em simultâneo), nunca tínhamos conseguido tirar uma fotografia com todos. Foi no final de Julho que se reuniram as condições improváveis e a Selma conseguiu a proeza de nos tirar, não só uma, mas, várias fotografias com todos. Não há nenhuma em que estejamos todos direitinhos, alinhados e sorridentes mas a vida também não é sempre direitinha, alinhada e sorridente. Com crianças não há monotonia!

São as fotografias perfeitas da vida real.

quinta-feira, 2 de Outubro de 2014

porta-chaves de pendurar ao pescoço




No colégio onde trabalho precisamos de andar sempre com chaves. São várias as portas que é preciso abrir e fechar ao longo do dia.

Não é muito prático andar com chaves na mão e muitos dos vestidos que uso nem sequer têm bolsos, por isso, as fitas porta-chaves para pendurar ao pescoço são ideais. Uma colega pediu-me que lhe fizesse uma e aproveitei a deixa para fazer também para mim. Esta é a fita da Rita. Ficou feminina e leve, não acham? No fundo, é um "projecto" mesmo muito simples de executar e praticamente todo o mérito está nos tecidos que se escolhem. Acho que vou fazer vários para poder variar conforme as cores que esteja a usar nesse dia. É muito piroso?


saladas todos os dias, todo o ano



Gosto tanto de saladas cruas que, nos dias em que janto sozinha, jantar só salada é o mais normal. Na última vez excedi-me e jantei salada a acompanhar outra salada! :) Muito italianas e o mais básicas possível. Aliás, tão básicas que é mais ou menos ridículo partilhar as "receitas". Mas é isto:

Salada de tomate-chucha-mini com manjericão e mozzarella
É mesmo só isto. Tomate-chucha pequeno cortado a meio ou esmagado, mozzarella desfiada toscamente com as mãos e folhas de manjericão acabadas de apanhar. Temperar com sal marinho, vinagre balsâmico de modena e azeite virgem extra. Quanto mais ingredientes forem provenientes de agricultura biológica, tanto melhor a salada (vou ter de voltar a este detalhe nada pequeno, um dia em breve, com o tempo que me merece). Cá em casa, exceptuando o queijo, esta salada é uma presença quase diária à mesa.

Salada de rúcula com queijo da ilha (S. Jorge)
Também é mesmo só isto. Cama de rúcula e, por cima, queijo da ilha lascado (uso um descascador de batatas para isso). Originalmente usa-se parmesão mas eu tinha queijo da ilha em casa e acho que fica igualmente bom. Temperar apenas com umas gotinhas do balsâmico (muito pouco) e um azeite bom. Não precisa de sal. É quase ridículo chamar a isto uma receita, não é?!

Pão de centeio a acompanhar é perfeito. E um vinho verde branco fresquinho!

Bem vindo Outubro!

sábado, 27 de Setembro de 2014

um temporal por dia, não sabe o bem que lhe fazia!




Ontem e hoje puderam observar-se arcos-íris muito nítidos sobre o Tejo. Estes são de ontem.

Hoje à tarde, muito antes do arco-íris, o céu começou a escurecer, deixou de se ver a outra margem e o nevoeiro cerrado "crescia" rapidamente na nossa direcção. Relâmpagos e trovões a sucederem-se e a aproximarem-se. O vento forte como nunca antes tinha sentido aqui começou a assobiar pelas frinchas de todas as janelas e portas da casa. A temperatura baixou. A gata veio esconder-se ao pé de mim. O rio ficou cheio de ondas e, por fim, a chuva abateu-se sobre esta zona de Lisboa com uma força que metia medo. Aliás, eu estava sozinha em casa e senti MESMO medo (até liguei para ele e a seguir para a minha mãe... só pr'a verem bem a mariquinhas que aqui anda!). A chuva grossa com o vento forte foram tão agrestes durante alguns minutos que faziam a água saltar do lado de dentro das janelas! Tive de recorrer a lençóis de banho para estancar a água que entrava por baixo das caixilharias dos janelões da sala e da cozinha!

Pouco mais de dez minutos depois, o dia parecia outro: o Sol brilhava, via-se o céu azul por entre nuvens brancas, ficou calor e o arco-íris voltou a aparecer. Amanhã parece que há mais. Viver neste país tropical é uma emoção! ;)

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